Maconha vira atração turística em Los Angeles, com ônibus temático e tudo

 

LOS ANGELES - A venda de maconha para uso recreativo se tornou legal na Califórna este ano, e a indústria está mirando tanto turistas quanto locais, com tours, lojas, opções de hospedagem e anúncios que miram este público-alvo.

 

"A poucos minutos do LAX", diz a propagando da rede MedMen, em referência ao Aeroporto Internacional de Los Angeles. Sim, há cadeias de lojas de cannabis aqui. E há roteiros canábicos em ônibus também, como os da Green Line Trips, com paradas em dispensários entre uma atração turística e outra, como o Griffith Park. Pode-se até mesmo fumar no ônibus.

 

 

Saiba mais: o que pode e não pode no turismo da maconha

MedMen, um dos muitos dispensários de cannabis em West Hollywood, tem a pontuação de 4.8 stars no weedmaps.com, um site que lista lojas especializadas na erva nos destinos onde ela é legalizada. Nos horários mais movimentados, há filas para entrar, e você terá que mostrar um documento provando que tem 21 anos ou mais.

 

Mas, uma vez lá dentro, é uma mistura de head shop (loja de produtos relacionados à cannabis e ao fumo) com uma loja da Apple. O ar cheira à erva. Nos balcões há maconha, óleos, biscoitos e balas para o hálito, entre iPads com informações sobre diferentes plantas. As descrições soam como as de um vinho: "Alguma picância no olfato."


Como uma onda: o que pode e não pode no turismo da maconha!

 

RIO - Por Eduardo Maia.   

No primeiro dia do ano, o icônico letreiro de Hollywood amanheceu diferente. Nele, lia-se “Hollyweed”, um trocadilho com o termo em inglês para “erva” (“weed”).

 

A curiosa brincadeira antecipa o assunto que está no ar não apenas em Los Angeles, a maior cidade da Califórnia, um dos quatro estados americanos que aprovaram, nas eleições de novembro, o uso recreativo da maconha. Uma onda que começou há muito tempo na Holanda, já tomou nove estados americanos e dá ainda mais fôlego para o turismo da cannabis, com agências e operadoras, lojas e até empresas de hospedagem voltadas para quem curte esse tipo de viagem.

 

Ainda que os principais objetivos das leis que regulamentam o uso, o comércio e a produção da droga estejam mais ligados a questões como saúde, segurança e arrecadação de impostos, essas políticas acabam atraindo visitantes. E por mais liberais que os destinos pareçam, é preciso respeitar as regras locais, para que a viagem não acabe em uma bad trip.

 

INFOGRÁFICO: os países onde o turista pode comprar maconha legalmente.

Na festiva Amsterdã, por exemplo, a erva só pode ser comercializada nos famosos coffeshops, onde menores de 18 anos não entram e cada pessoa pode comprar até cinco gramas por dia. Também é preciso ficar atento às leis na Espanha, onde a existência dos clubes canábicos, sobretudo em Madri e Barcelona, passa a sensação de que o país pode ser uma nova Holanda. Mas esses grêmios, legalmente, são restritos a membros, que devem ser moradores das cidades onde se encontram.

 

Na Jamaica, as leis em relação ao consumo e porte da ganja, como a planta é chamada por lá, também foram bem suavizadas nos últimos anos. Desde 2015, cada cidadão pode plantar até cinco pés de maconha, o porte de até 56 gramas foi descriminalizado e alguns locais particulares permitem o consumo. Mas não encare o país como um parque temático da fumaça: comprar e vender maconha por lá ainda é proibido.

 

O Uruguai também aparece neste roteiro desde que o governo legalizou a produção e a comercialização, mas apenas para uruguaios ou estrangeiros que morem no país. Para os demais, uma sugestão é visitar o novo Museo del Cannabis, aberto em dezembro em Montevidéu.



 

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